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Moda e Beleza

by Cláudia Gusmão

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by Cláudia Gusmão

Seg | 10.09.18

ACNE FÚNGICO | ANTES E DEPOIS

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  Há cerca de dois meses fiz um vídeo onde falei sobre o acne fúngico e o respetivo tratamento (encontram o vídeo aqui) e hoje venho partilhar convosco mais algumas dicas bem como a minha própria experiência com o acne fúngico. 

 Para quem não viu o vídeo, e para criar um pouco de contexto, chamamos acne fúngico a um problema de nome científico Pityrosporum Folliculitis ou Malassezia Folliculitis, que é uma lesão com aspeto semelhante a acne mas causada por um fungo, daí chamarmos de acne fúngico. Apesar de partilhar o nome com o acne vulgaris (causado por uma bactéria) e poder co-existir com o mesmo, a verdade é que os produtos para acne não resolvem este problema e podem, até, agravá-lo. A Malassezia é um fungo presente em cerca de 92% da população, mas quando aumenta o nível de atividade - devido a predisposição genética, excesso de oleosidade ou ingredientes em produtos - torna-se patogénica e desenvolve lesões que são, habitualmente, pequenas borbulhas e podem causar alguma comichão. Estas borbulhas não têm pus e nunca ganham cabeça - parecem areias por baixo da pele e criam uma textura muito irregular.

 A única forma de travar a atividade do fungo é utilizar produtos anti-fúngicos e/ou utilizar produtos que não contenham ingredientes que sirvam de alimento ao fungo, pois sem fonte de alimento ele não pode ter atividade. Encontram a lista de todos os ingredientes a evitar aqui, bem como uma lista de produtos seguros que encontrei.

 

 Há mais de metade da minha vida que combato o acne e, apesar de sempre fazer todos os tratamentos certos - que melhoravam bastante o meu acne vulgaris e hormonal - estas lesões na testa continuavam com alguma frequência. Decidi pesquisar tudo e mais alguma coisa e descobri a possibilidade de se tratar de acne fúngico, pelo que decidi tentar o "tratamento" e ver se resolvia o problema.

 A primeira etapa foi trocar os produtos que estava a utilizar que continham ingredientes "proibidos" por produtos seguros, pelo que a minha rotina ficou:

Manhã: 

1. Limpeza com água micelar Sensibio H2O da Bioderma;

2. Hidratação com sérum rico em ácido hialurónico (Skinceuticals Hydrating B5 ou Vichy Minéral 89);

3. Proteção solar com La Roche-Posay Anthelios Ultra SPF50+ sem perfume.

Noite:

1. Remoção da maquilhagem (se aplicada) e limpeza com água micelar Sensibio H2O da Bioderma (vários algodões até saírem bem limpos);

2. Hidratação com Avène Tolèrance Extrême Emulsion.

 

 Durante o primeiro mês utilizei também o champô Nizoral (disponível em farmácias) como máscara de rosto todas as noites durante 10/15 minutos depois de limpar o rosto e antes de utilizar o hidratante. Utilizar um produto anti-fúngico não é essencial, mas ajuda a obter resultados mais rápidos. Se não quiserem utilizar o produto anti-fúngico só terão que ser mais pacientes para que o fungo morra por falta de alimento ahah. Podem construir qualquer rotina à vossa escolha, desde que usem produtos seguros, este é apenas o exemplo da minha rotina.

 O mais importante numa rotina segura para quem tem acne fúngico é usar SEMPRE produtos que não contenham os ditos ingredientes. Podem usar um anti-fúngico, mas se continuarem a utilizar produtos com ingredientes que alimentam a Malassezia, não vão resolver o problema. O mesmo se aplica à manutenção... se conseguirem tratar o problema mas depois voltarem a usar produtos que alimentam a Malassezia, as lesões voltam. E isto aplica-se a todos os produtos que usam no rosto: produtos de limpeza, cremes, maquilhagem, máscaras... e até o champô, como eu vim a descobrir!

 Ler todos os ingredientes de todos os produtos e descobrir os que são seguros não é fácil e pode mesmo ser aborrecido - daí vos ter facilitado um pouco a vida e ter criado a lista aqui, que atualizo sempre que descubro novos produtos seguros - mas é a única forma de tratar o problema e manter os resultados. 

 

 Depois de já ter trocado todos os produtos e ter seguido a dita rotina durante cerca de um mês o problema melhorou muito - já só tinha uma ou outra borbulhita que quase nem se notava - e manteve-se assim. Quando fui de férias, então, o problema passou completamente, acho que nunca tive a testa tão lisinha, parecia magia! No entanto, quando voltei para casa, e apesar de continuar a mesma rotina de pele, algumas borbulhitas voltaram a aparecer! Nada como antes, mas ainda assim... Comecei a pensar para comigo mesma e a única coisa que tinha mudado desde as férias - além das belas horas na praia - era o meu champô! Quando fui de férias comprei um mini Champô de Leite de Aveia da Klorane para levar, mas quando voltei para casa retomei a utilização do Champô de Camomila da Klorane. Seria isso? Pois bem, decidi verificar os ingredientes e... o champô de aveia não tem nenhum dos ingredientes a evitar, enquanto o de camomila tem uns quantos! Portanto fica aqui a lição, até o champô é importante na hora de controlar o acne fúngico - sobretudo na testa -, o que faz sentido, já que é um produto que acaba a escorrer para a testa/têmporas e cuja absorção também se dá perto dessa zona. Foi trocar de novo o champô e o problema resolveu-se novamente. Está, portanto, nas minhas mãos garantir que uso sempre os produtos certos para evitar que o problema retorne, por muito aborrecido que possa ser. Criei uma nota no telemóvel com a lista de ingredientes a evitar, para ser mais fácil verificar antes de comprar um novo produto.

 

  Uma pergunta que recebi com frequência depois de fazer o vídeo é como conciliar o tratamento do acne fúngico com o tratamento do acne vulgaris, já que muitos produtos agravam o problema do fungo. A solução é utilizar produtos seguros (da lista) não comedogénicos juntamente com um tratamento para acne vulgaris que não agrave o acne fúngico. Os que encontrei são: Skinoren Creme 20% (não precisa de receita, basta pedir no balcão da farmácia), Skinoren Gel 15% (precisa de receita), Differin Gel (precisa de receita) ou Isotrex Gel (precisa de receita). Pode também ser benéfico optar por uma medicação oral, dependendo dos casos. Compensa, se possível, visitar um Dermatologista para avaliar qual será a melhor opção e obter a receita, se necessário. Opcionalmente, o Retinol da The Ordinary também pode dar uma ajuda, embora um pouco menos eficaz. O produto escolhido será aplicado à noite, depois da limpeza de pele e antes do hidratante. 

 

 Peço desculpa por o post ter ficado tão longo, mas queria partilhar todos os tópicos que achei importantes, bem como a minha experiência pessoal. Se antes já era a freak que lê todos os ingredientes, a situação agora ficou ainda mais séria! Ahah. Mas se isso garantir que nos sentimos bem na nossa pele, acho que compensa. Se tiverem mais alguma dúvida por favor deixem um comentário e eu tentarei ajudar :)

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